Este estudo foi desenvolvido a partir de uma proposta político-pedagógica de articulação regional e análise de dados
secundários sobre mudanças climáticas, desigualdades e governança na América Latina e Caribe.

Partindo do pressuposto do IPCC, que a ação humana é a responsável pelas mudanças climáticas devido ao modelo de desenvolvimento e padrão de consumo, estruturamos o campo de observação e apresentação nos grupos populacionais historicamente vulnerabilizados durante o processo de construção da modernidade na região. Também adotamos o fato científico de que a degradação ambiental não aconteceu de forma igual em todas as regiões do mundo. Assim como os desastres ambientais atuais, no estado de emergência que o mundo se encontra, não atingem todas as pessoas da mesma forma. As desigualdades históricas, fruto do processo de mercantilização econômica, tampouco tocam os povos da mesma maneira.

Para compreendermos as múltiplas relações da desigualdade e causas da emergência climática, optamos por analisar as dimensões de gênero, raça e etnia a partir da lente conceitual da interseccionalidade, por entender que são esses os grupos sociais mais atingidos pelos desastres ambientais e pelas
políticas desenvolvimentistas colonial e patriarcal.

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