Restaurar ecossistemas em uma escala global é essencial para reverter a degradação ambiental e atingir múltiplos benefícios, incluindo a mitigação e adaptação às mudanças climáticas, a conservação da biodiversidade, a segurança hídrica e alimentar e a geração de emprego e renda. Entretanto, os benefícios sociais e econômicos que afetam a sociedade no curto prazo também são de fundamental importância, o que torna a criação de postos de trabalho um resultado central para alavancar a cadeia produtiva da restauração de ecossistemas, de modo integrado às políticas públicas.

As iniciativas de restauração de ecossistemas no Brasil podem ser grandes geradoras de postos de trabalho, com potencial de criar 1 a 2,5 milhões de empregos diretos, por meio da restauração de 12 milhões de hectares até 2030 (meta do PlanavegPlano Nacional de Recuperação da Vegetação Nativa). Esse número é baseado no estudo que verificou a existência de 42 postos de trabalho diretos na cadeia da restauração ecológica a cada 100 hectares restaurados no Brasil.

Nessa publicação, identificamos gargalos para ampliar a escala da restauração de ecossistemas no Brasil e evidenciamos oportunidades que transformem a restauração em uma atividade econômica vibrante e consolidada no Brasil, expressando seu potencial de gerar benefícios críticos para o bem-estar da população e para a natureza, durante a Década da Restauração de Ecossistemas da ONU.

42 POSTOS DE TRABALHO DIRETOS POR 100 HECTARES EM RESTAURAÇÃO NO BRASIL

1 A 2,5 MILHÕES* DE EMPREGOS PODEM SER CRIADOS CUMPRINDO-SE O COMPROMISSO DE RESTAURAR 12 MILHÕES DE HECTARES ATÉ 2030

* 42/10012.000.00020% = 1 milhão 42/10012.000.00050% = 2,5 milhões 42 postos de trabalho por 100 hectares de restauração realizados por plantio de sementes e mudas; 12 milhões de hectares (Mha) é a meta principal estabelecida para restauração no Brasil até 2030 pelo Planaveg; Destes 12 Mha, foram considerados vários cenários no Planaveg a respeito da proporção de áreas que serão restauradas via plantio de sementes e mudas (20, 30, 40 e 50%). Utilizamos aqui a menor e a maior proporções: 20% e 50%.

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