Domingo, 20 de Maio de 2018

Blog PMMA

Animação sobre Compensação Ambiental

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Compensação Ambiental

Você sabe o que é "Compensação Ambiental"? O Observatório Litoral Sustentável produziu uma série de animações para facilitar o entendimento de temas complexos, nem sempre acessível para a população em geral. Assista ao primeiro episódio sobre Compensação Ambiental e compartilhe:

https://www.youtube.com/watch?v=XkSYyWqJ9oU&feature=youtu.be

 

Convite Curso "Restauração de Áreas Degradadas"

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Durante os dias 08 e 09 de novembro de 2016, a Apremavi em parceria com a Unidavi, promoverá no Centro Ambiental Jardim das Florestas em Atalanta (SC), curso sobre “Restauração de Áreas Degradadas”.

Será ministrado por instrutores com ampla experiência em conservação e restauração de florestas.

As inscrições devem ser realizadas até o dia 24/10/2016, através do link http://www.unidavi.edu.br/cursosCurtaDuracao.

Confira abaixo as informações sobre a ementa do curso, currículo dos palestrantes, entre outras informações importantes.

CURSO RESTAURAÇÃO DE ÁREAS DEGRADADAS
Local: Centro Ambiental Jardim das Florestas – Atalanta (SC).
Período: 08 e 09 de novembro de 2016.
Horário: 08horas00min ás 17horas00min
Carga Horária: 16 horas
Vagas Disponíveis: 20 Vagas
Prazo para inscrição: 24 de outubro de 2016.
Investimento: Estudantes de nível médio e graduandos na área ambiental e Associados da Apremavi = R$ 430,00
Demais inscritos = R$ 460,00
Incluso nas despesas hospedagem e alimentação.
O pagamento deverá ser realizado através de depósito bancário. Conta: Ag: 0276-3 / CC: 27.347-3. Banco do Brasil. Apremavi. CNPJ: 79.355.269/0001-40.
A confirmação da inscrição será efetuada mediante envio de comprovante de depósito bancário identificado para O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. .

Público: Estudantes, educadores, gestores ambientais, profissionais da área, extencionistas rurais e demais interessados no tema.


Equipe Executora e qualificação:
Edilaine Dick - Bacharel em Ciências Biológicas. Especialista em Educação no Campo e Desenvolvimento Territorial. Atua como técnica e coordenadora de projetos a 10 anos na Apremavi, sempre com trabalhos voltados ao envolvimento da sociedade nos processos de conservação ambiental, projetos de restauração de áreas degradadas e unidades de conservação.


Wigold Bertoldo Schaffer - e legislação ambiental, com destaque para o Código Florestal e a Lei da Mata Atlânti (MMA). Atualmente integra o Conselho Consultivo da Apremavi.


Miriam Prochnow - Pedagoga, especialista em meio ambiente, com prioridade para a Mata Atlântica e enfoque no acompanhamento e proposição de Políticas Públicas, Legislação Ambiental, Educação Ambiental e Desenvolvimento Institucional. Tem 30 anos de experiência em coordenação de organizações da sociedade civil, execução de projetos de conservação e uso sustentável dos recursos naturais, campanhas, desenvolvimento institucional e produção de materiais didáticos e publicações, tendo atuado em ONGs, redes e no Governo Federal. Nesse período participou, ministrou e organizou seminários, palestras, cursos e dias de campo para capacitação e educação ambiental, incluindo temas como: legislação ambiental, adequação ambiental de propriedades rurais, produção de mudas de árvores nativas, restauração de APPs, Reserva Legal e áreas degradadas, questão climática e conservação da Mata Atlântica como um todo. Atualmente é secretária executiva do Diálogo Florestal.


Marluci Pozzan - Engenheira Florestal formada pela Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC) e mestranda em Ciências Ambientais pela Universidade Comunitária da Região de Chapecó (UNOCHAPECÓ). Atua na Apremavi desde 2014 na execução de projetos voltados à restauração de áreas degradadas e conservação da biodiversidade na região oeste de Santa Catarina.


Leandro da Rosa Casanova - Engenheiro Florestal, Especialista em Gestão de Recursos Hídricos em Áreas Urbanas, com mais de 20 anos de experiência na área socioambiental. Experiência em coordenação e execução de projetos ambientais. Assessor florestal da Apremavi, responsável técnico pelo viveiro florestal Jardim das Florestas perante CREA e MAPA. Experiência em cursos de capacitação na área ambiental e florestal.


Ementa do curso:
Dia 08/11/2016:
- Início das atividades e apresentação dos participantes a partir do entendimento sobre Restauração de Áreas Degradadas. Palestrante: Edilaine Dick
- Palestra expositiva sobre a Mata Atlântica. Principais temas abordados: O que é a Mata Atlântica: região de ocorrência; tipos de vegetação da mata atlântica; histórico de ocupação; principais ameaças; biodiversidade de fauna e flora; serviços ambientais; usos permitidos. Palestrante: Miriam Prochnow
- Palestra expositiva sobre Legislação Ambiental. Principais temas abordados: Lei 12.651/2012 - Código Florestal; Decreto 7.830/2012; Decreto 8.235/2014 (importância do CAR e PRA); Lei 11,428/2006; Lei da Mata Atlântica; Decreto 6.660/2008; Resolução Conama 429/2011 restauração de APPs; Resoluções Conama 303 e 369 relacionadas a APPs. Palestrante: Wigold Schaffer.
- Palestra e conversa dialogada sobre Restauração de Áreas Degradadas: Bases conceituais; Sucessão ecológica - a "base" do conhecimento para restauração de áreas degradadas; Ecologia das espécies; Arranjos espaciais em áreas de restauração, Agrofloresta em APPs - possibilidades viáveis; Pré plantio - a organização e planejamento das espécies florestais no viveiro florestal; O plantio - metodologias e técnicas ligadas as práticas de plantio. Palestrante: Leandro da Rosa Casanova.
- Palestra e conversa dialogada sobre Outras Técnicas de Restauração de Áreas Degradadas. Principais temas abordados: semeadura, condução de regeneração natural, implantação de poleiros. Palestrante: Marluci Pozzan.


Dia 09/11/2016:
- Visita técnica ao Viveiro Jardim das Florestas, com objetivo de conhecer as etapas do pré plantio - a organização e planejamento das espécies florestais no viveiro florestal. Condução: Edilaine Dick, Leandro da Rosa Casanova e Marluci Pozzan.
- Saída de campo. Demonstração de como fazer um plantio de restauração de áreas degradadas através de plantio de mudas nativas.
- Palestra sobre Monitoramento e Resultados obtidos em plantios de restauração. Palestrantes: Edilaine Dick e Marluci Pozzan.
- Saída de campo. Visita a áreas restauradas pela Apremavi.
- Roda de conversa sobre restauração de áreas degradadas e os ensinamentos obtidos com o curso.

Flyer frente final

 

Flyer verso final

Mudanças no uso da terra afetam a biodiversidade e o solo, afirma estudo

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Cerca de 90% da macrofauna do solo desapareceu na transformação de floresta em pastagens e depois em canaviais (Foto: Wikimedia Commons) 

Peter Moon  |  Agência FAPESP – Pesquisa realizada no Centro de Energia Nuclear na Agricultura (Cena) da Universidade de São Paulo, em Piracicaba, acaba de mensurar o impacto da transformação de áreas de floresta em pastagens e de pastagens em canaviais sobre a biodiversidade do solo.

A conclusão é que esse impacto é devastador sobre a macrofauna original do solo: 90% dela – formada por cupins, formigas, minhocas, besouros, aranhas e escorpiões – desapareceu por completo.

A pesquisa foi realizada por André Luiz Custodio Franco, durante o seu doutorado e estágio de pesquisa no exterior realizados com bolsas da FAPESP, com orientação do professor Carlos Clemente Cerri.

Os resultados do trabalho foram publicados no periódico Science of the Total Environment .

“Nossa intenção foi verificar como a mudança no uso da terra interfere na emissão de gases e no armazenamento de carbono no solo e, em consequência, na composição da matéria orgânica, ” diz Franco.

Invertebrados, microrganismos e fungos desenvolvem um grande papel na reciclagem do solo, graças à sua ação na decomposição da matéria orgânica. Eles compõem a microfauna do solo. Formigas e cupins – que integram a macrofauna do solo – são os principais agentes estabilizadores, evitando a erosão graças à construção de seus ninhos.

Para verificar o que acontece com a biodiversidade com a mudança no uso da terra, os pesquisadores retiraram blocos de solo na forma de cubos com 30 centímetros de profundidade. Essas amostras foram coletadas em três canaviais localizados em Jataí, Goiás, Ipaussu e Valparaíso, São Paulo. Nessas áreas uma parte do pasto foi convertida em cana. A equipe também coletou blocos de áreas nativa, de mata, para demonstrar a biodiversidade do solo em um sistema estável, antes do desmatamento para pastagem.

“Quando a mata nativa é convertida em pasto, todos os predadores de topo do solo, como as aranhas e os escorpiões, desaparecem”, diz Franco. “Na ausência de predadores, as populações de cupins e minhocas explodem. A quantidade de cupins no solo aumenta nove vezes. Já a de minhocas cresce 14 vezes.”

Por outro lado, quando o pasto é convertido em canavial, as populações de cupim e minhocas também são eliminadasa, em decorrência da correção química do solo. 

O solo nativo é ligeiramente ácido e os invertebrados e microrganismos estão adaptados para viver num ambiente de leve acidez. Como a cana precisa de um solo mais alcalino, a agroindústria introduz quantidades maciças de calcário – além de fertilizantes, herbicidas e pesticidas. “Isto torna o solo tóxico, especialmente para as minhocas”, diz Franco.

O resultado da correção química do solo e, posteriormente, da adubação química é a eliminação quase completa de toda a sua biodiversidade. Os poucos animais e microrganismos que poderiam se adaptar a um solo levemente alcalino são eliminados pelos agrotóxicos.

“Cerca de 90% da macrofauna do solo desapareceu. Em termos de grupos animais, perdeu-se 40%”, diz Franco. Ou seja, o solo dos canaviais é um solo extirpado de biodiversidade – e, em consequência, instável.

Cupins e formigas são os “engenheiros do solo”, observa Franco. Eles são importantes para manter sua estabilidade. Onde há mais animais a estabilidade do solo é maior. Decorre daí que menos animais significa menor estabilidade e, por conseguinte, maior risco de erosão.

Outra questão a ser contabilizada é a perda de carbono do solo. A ação de cupins e formigas faz com que partículas de carbono sejam encapsuladas em microagregados de argila ou areia e permaneçam protegidas da decomposição por microrganismos. Já as minhocas estabilizam as partículas de carbono que passam pelo seu trato digestivo e que ficam igualmente encapsuladas, fora do alcance dos microrganismos.

A perda da macrofauna coloca em risco a estabilidade do solo e a sua capacidade de armazenar carbono, além de contribuir para a liberação de carbono na atmosfera.

O artigo de André L.C. Franco, Marie L.C. Bartz, Maurício R. Cherubin, Dilmar Baretta, Carlos E.P. Cerri, Brigitte J. Feigl, Diana H. Wall, Christian A. Davies Carlos C. Cerri, Loss of soil (macro)fauna due to the expansion of Brazilian sugarcane acreage, publicado em  Science of the Total Environment , pode ser lido em www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0048969716308117
 

Fonte: http://agencia.fapesp.br/mudancas_no_uso_da_terra_afetam_a_biodiversidade_e_o_solo_afirma_estudo/24093/

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